Preços de imóveis avançam 0,9% em fevereiro, diz Fipe Brasil Econômico (redacao@brasileconomico.com.br)

O preço médio do metro quadrado anunciado atingiu R$ 6.410 no segundo mês de 2013. Em janeiro, o preço médio havia sido de R$ 6.350.

Os preços anunciados de imóveis no país avançaram 0,9% em fevereiro, mesma variação reportada no mês anterior, mostra o indicador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria o portal Zap Imóveis.

Desta maneira, no acumulado do ano, o índice já registra alta de 1,9%.

O preço médio do metro quadrado anunciado atingiu R$ 6.410 no segundo mês do ano. Em janeiro, o preço médio do metro quadrado foi de R$ 6.350.

Desde janeiro, a Fipe passou a calcular o índice em sua versão ampliada, que inclui as cidades de Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, Vitória, Vila Velha, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Niterói.

O indicador original calculava os preços apenas para São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Recife, Fortaleza e Salvador.

O Rio de Janeiro registrou os preços mais altos, com uma média de R$ 8.824 por metro quadrado, alta de 1,3% frente ao mês anterior e de 14,7% em 12 meses

Em segundo, fica a cidade de São Paulo, onde o metro quadrado custa R$ 6.978, aumento de 0,8% no mês e de 14,8% em 12 meses.

Vila Velha obteve os menores preços, com R$ 3.475 por metro quadrado.

No mês, a maior variação foi observada em Fortaleza, com alta de 2,8%.

Em 12 meses, o preço dos imóveis avançou 12,9%, considerando a metodologia anterior, com apenas sete cidades.

Queda das transações em SP reflete o exagero no preço cobrado por imóvel

Queda das transações em SP reflete o exagero no preço cobrado por imóvel

As recentes crises imobiliárias ao redor do mundo têm provocado receio em grande parte dos investidores.

As “bolhas imobiliárias”, responsáveis pela preocupação, estão relacionadas ao colapso da demanda especulativa. No caso brasileiro, agentes que adquiriram imóveis para venda futura -especuladores- começam a notar o exagero nos preços.

A patamares elevados, poucos conseguem vender. No entanto, nenhum especulador aceita o baixo preço de mercado. Ofertam imóveis acima do que pagaram mesmo não tendo compradores, provocando queda no número de unidades vendidas.

Além disso, grande parte dos investidores e construtoras sabe que quedas no preço podem gerar pânico suficiente para que se inicie uma catástrofe de vendas resultante em cotações ainda menores.

Para contornar essa situação, as imobiliárias, que precisam gerar caixa, criam meios alternativos de atrair compradores sem reduzir o preço anunciado, como o oferecimento de descontos e promoções milagrosas.

Mas essas técnicas de marketing não conseguem manter a demanda aquecida por muito tempo e não tarda para que o volume de transações comece a cair, dando os primeiros anúncios de colapso especulativo.

Dados do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo indicam forte redução desse volume. O relatório mais recente, de setembro, aponta recuo de 32,27%.

Apesar disso, houve aumento de preços, o que confirma a vontade de especuladores e imobiliárias de manter os preços anunciados sempre em alta a despeito da queda da demanda.

Sabe-se que a desaceleração ainda não é acentuada, mas os primeiros indícios já estão se fixando. Resta aguardar que os preços retornem a um nível mais negociável e coerente, compatível com o novo cenário da demanda.

Brasil: o segundo mercado imobiliário que mais valorizou no mundo!

Brasil: o segundo mercado imobiliário que mais valorizou no mundo!

A casa própria é um sonho de todos quando passamos para a vida adulta. O destravamento do crédito imobiliário possibilitou a realização desse sonho para 1 milhão de famílias brasileiras.

O aumento da demanda nesse mercado de “Real Estate” vem aumentando muito nos últimos anos e junto com ele, os preços também. Essa alta no mercado imobiliário encontra-se diretamente vinculada à expansão econômica. Atualmente, as incorporadoras lançam cada vez mais prédios mais luxuosos e confortáveis e o número da população aumenta cada vez mais.

Em 2009, o aumento do valor dos imóveis foi de 22%, o terceiro maior do mundo. Em 2010, o Brasil passou para primeiro lugar no ranking das maiores altas, a valorização chegou a 25%, tornando o mercado imobiliário brasileiro o mais caro da América Latina, não deixando de lembrar que é mais barato do que outros países emergentes.

Os que compraram suas casas antes dessa alta no mercado imobiliário saíram beneficiados; seus patrimônios deram um salto. Mas também houve desvantagens para algumas outras pessoas cuja renda e capacidade de endividamento não aumentaram no mesmo ritmo dos preços e se viram impedidos de comprar a casa própria, tendo de alugar o imóvel.

Com uma grande pesquisa feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas sobre o mercado imobiliário brasileiro, no último ano, a alta média dos imóveis foi de 23% – a segunda maior do mundo. O Brasil só perdeu para a Índia. No entanto, nos últimos seis meses, vemos uma desaceleração no ritmo: durante esse período, a alta foi de apenas 8,4%. Os imóveis não estão mais subindo como anteriormente, e não estão caros em uma comparação internacional. Segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança, o financiamento das unidades em torno do país caiu para 1% com relação ao mesmo período em 2011. E essa queda no ritmo se dá devido às incertezas do mercado internacional, o que faz com que o povo brasileiro leve mais tempo para realizar uma compra. Hoje, o consumidor brasileiro analisa os projetos com mais cautela. Quando os preços sobem muito, as pessoas criam expectativas de esses preços diminuírem para então comprar um imóvel. Porém, o caminho que o Brasil está seguindo é bom, mesmo que distante dos países fortes.

A desaceleração nos lançamentos dá-se em razão é da baixa da venda do estoque de imóveis. Por conta disso, é previsível que as incorporadoras liquidem os imóveis, e para quem queira adquirir um, esse será o momento certo. No entanto, estima-se que os preços, em média, aumentarão mais ou menos de acordo com a inflação, de acordo com o padrão dos mercados mais maduros.

Houve algumas razões que trouxeram problemas para o mercado imobiliário, tais como: alta nos preços de matérias – primas, “gargalos” de logística e mão – de – obra escassa, dentre outras. Como conseqüência, o mercado imobiliário sofre problemas com prazos de entrega de apartamentos, carência de qualidade e claro, clientes insatisfeitos.

O pressentimento que se tem é de que, nos próximos meses, os juros para o crédito imobiliário caiam (de acordo com o último relatório do Banco Central, o qual aponta uma taxa básica de juros de 8% nesse ano). Os consumidores são atraídos quando o gasto do financiamento cai. Assim mostrou alguns mercados internacionais como o Chile, com 7,5 % na taxa de juros dos imóveis em 2002 para 4,5% atualmente, resultando de 12% para 20% do PIB a participação do crédito imobiliário.

Aqui no Brasil, esse crédito imobiliário apenas representa 5% do PIB brasileiro. Em comparação com o mercado internacional, os imóveis no país estão baratos. No entanto, há chances de aumento para os próximos anos, isto é, os sinais são positivos.

Só de vermos que o mercado imobiliário brasileiro hoje é o segundo mais valorizado do mundo, isso já é um grande passo para nós. A tendência, por enquanto, é que essa valorização permaneça equilibrada.

Estamos e continuamos acompanhando esse segmento, uma vez que qualquer negociação que envolva bens imobiliários necessita, certamente, de profissionais engajados para providenciarem suporte e garantias suficientes e necessárias ao potencial comprador e, sem se esquecer também, do outro lado da moeda, que é o próprio vendedor.

Desta forma, um excelente trabalho de “due diligence” do imóvel em questão, análise dos instrumentos contratuais e desenvolvimento de uma excelente estrutura, que otimize a aquisição, particularmente sob a ótica tributária são essenciais dos negócios imobiliários.

* Cristina de A. Salvador é advogada, especialista em Direito Societário, sócia do escritório Miguel Neto Advogados Associados

** Carolina de Lima Zanelato é estagiária do escritório Miguel Neto Advogados Associados, estudante de Relações Internacionais

Miguel Neto Advogados